Uma das maiores instituições de ensino público no Rio Grande do Sul, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos, conhecido como Julinho, está de portas fechadas, em Porto Alegre. No entanto, alguns estudantes foram até o local e receberam a informação de que as aulas estavam suspensas.
Por outro lado, as atividades no Instituto de Educação, uma das maiores escolas da Capital, ocorrem normalmente nesta terça-feira. Os alunos, contudo, podem ficar prejudicados pela falta de algumas disciplinas ministradas por professores que tenham aderido à paralisação.
Segundo a presidente do Cpers, Rejane Oliveira, o pacote elaborado pelo governo Tarso Genro “retira diretos da reforma da previdência e também muda os critérios de pagamento das RPVs (Requisição de Pequeno Valor)”. Ela disse que a maioria das escolas está aderindo à greve hoje, mas a Secretaria Estadual da Educação afirma que o número não é significativo. No entanto, nem a pasta, nem a entidade têm o levantamento até agora.
Um grupo de professores dos núcleos de Porto Alegre, Gravataí e São Leopoldo faz manifestação na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre, desde as 9h, em frente ao Palácio Piratini e à Assembleia. Além desse protesto, outras atividades estão marcadas nas demais regiões do Estado, segundo o Cpers.
Em Esteio, na Região Metropolitana, os professores municipais paralisam hoje e amanhã em 70% das escolas. Eles pedem aumento de salários e benefícios. Atualmente o vencimento base para a categoria é de R$ 782.
Professores estaduais paralisam atividades em protesto a pacote do governo / Foto: Arthur Puls