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Professores fazem greve e vigília em frente a Câmara de Vereadores de Gravataí

Ato foi organizado em razão da votação dos projetos que alteram remuneração da categoria

Ato foi organizado em razão da votação dos projetos de projetos de lei que alteram remuneração da categoria
Ato foi organizado em razão da votação dos projetos de projetos de lei que alteram remuneração da categoria Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP
Dezenas professores da rede municipal de Gravataí realizaram na tarde desta terça-feira vigília em frente a Câmara de Vereadores do município em razão da votação dos projetos de lei que propõe a retirada do pagamento na quinzena (de todos os servidores) e diminui a remuneração da convocação do magistério; interferindo nos ganhos do plano de carreira.

O dia também foi marcado pela greve dos trabalhadores da rede pública municipal de educação que cumprem suas jornadas de trabalho sem indicativo de reajustes, o que deveria ter ocorrido em maio deste ano. A vice-presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Gravataí (SPMG), Vitalina Gonçalves, explica que o corte da quinzena, o que representa 40% do pagamento do salário, dos 5 mil servidores, é um desrespeito com o funcionário público. “É a exploração da força de trabalho. Sem falar no congelamento dos nossos salários.” Vitalina diz que o Executivo não dar a devida atenção para os educadores e não houver avanço nas negociações, o ano letivo de 2016 não deve começar.

Munidos de bandeiras, cartazes e vestindo camisetas amarelas do SPMG, os educadores tomaram os dois lados da Avenida José Loureira da Silva. Professora da rede municipal há 25 anos, Marilene Mesquita Inácio, 62 anos, gostaria que os vereadores olhassem com carinho para os educadores do município. “Nossa esperança é que nossas reivindicações fossem atendidas. Estamos vivendo um momento de muita frustração. Queremos apenas nossos direitos.” Vani teresinha Pereira da Silva, 45 anos, acrescenta que este é um período de humilhação. “Estamos sendo desvalorizados e o pior, não há abertura para novas negociações.”

O Procurador-Geral do Município, Jean Pierry Torman, informou que as medidas são necessárias em razão da capacidade que a Administração tem de cumprir com suas obrigações. “Tivemos uma queda na arrecadação do ICMS de 5%, de janeiro a setembro. São medidas que temos que tomar para enfrentar a crise que afeta também o Estado e a União. Gravataí ainda é o único município da região metropolitana que faz o pagamento quinzenal dos servidores. Não dá para manter isso e prejudicar outros serviços.” E, segundo ele, não há uma previsão de melhora a curto prazo.