Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, serão convidados entidades estaduais e nacionais, trabalhadores, parlamentares e representantes do Ministério da Educação. “Queremos que cada um mostre a sua posição e o que realmente defende. Aqui no Estado, o governador Tarso Genro se comprometeu durante a campanha com o pagamento e agora não quer pagá-lo”, afirmou.
Rejane ressaltou que a decisão do governo de não aplicar o piso é um “ataque aos profissionais”. Segundo ela, o Executivo não está trabalhando a favor dos servidores, mas apenas por aqueles que recebem mais. “O piso representa dar mais dignidade aos trabalhadores e não é o que está ocorrendo”, disse.
Na reunião do conselho, professores de diversas regiões do Estado foram categóricas ao rejeitar a posição do governador gaúcho de ingressar, junto com outros chefes de Estado, com uma nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a regra de aumento anual que segue valor estabelecido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Tarso Genro alegou que o pagamento do valor é impossível para os governantes.
Ainda em estado de greve, os professores vão aproveitar a mobilização para marcar a data de uma nova assembleia geral da categoria, onde poderá ser decidida a deflagração de paralisação.