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Professores grevistas protestam lavando a Prefeitura de Pelotas

Em greve há quase 40 dias, categoria planeja bandeiraço em frente à casa do prefeito

Há quase 40 dias em greve, professores de Pelotas, na região Sul do Estado, fizeram mais um protesto, nesta sexta-feira. Dessa vez, os manifestantes se reuniram para lavar com água e sabão a escadaria e a calçada da Prefeitura do município. Desde o dia 26 de março, quando anunciaram a paralisação, os educadores pressionam pelo pagamento do piso nacional. O grupo protesta, também, contra o corte do salário de abril, anunciado pelo prefeito Fetter Junior. A categoria resolveu levar a greve adiante, enquanto os demais servidores do funcionalismo voltaram ao trabalho, em 9 de abril.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), Tatiane Rodrigues, uma nova assembleia está marcada para terça-feira, quando serão debatidos os rumos do movimento. Segundo ela, o salário-base da classe é de R$ 331,89, para 20 horas, enquanto o piso nacional estipulado é de R$ 725,50.

Tatiane adiantou que está programado um bandeiraço, em frente à casa do prefeito, na segunda-feira. Os grevistas ainda pretendem distribuir panfletos e fazer plantão nas saídas de supermercados para recolher, em baldes, doações de alimentos. “O professor do município já está com as contas apertadas, quando o prefeito zera o salário, temos que pedir a solidariedade da comunidade, para não passar necessidades”, disse a vice-presidente do sindicato.

O prefeito Fetter Junior contrapõe os dados apresentados pelo Simp, confirmando que nenhum docente com contrato de 20 horas ganha menos de R$ 750. Ainda segundo ele, não há como a prefeitura manter o pagamento de professores que não voltaram ao trabalho e, por essa razão, a folha de pagamento elaborada a partir desta sexta-feira deixa os grevistas de fora. A prefeitura enviou, ainda, ao Ministério da Justiça, um pedido de ilegalidade do movimento. “Entendemos que essa é uma movimentação essencialmente política, em um ano eleitoral”, afirmou Fetter.

Cerca de 70% das quase 100 escolas municipais, segundo Tatiane, seguem paralisadas, há mais de um mês. Com a greve, cerca de 30 mil alunos são prejudicados.

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