O calendário deste final de ano dos estudantes da rede pública estadual de Ensino começa a ser traçado nesta terça-feira. Com greve deflagrada, o Cpers/Sindicato promete não voltar atrás até o governo retirar o projeto de lei sobre a valorização dos funcionários públicos. A matéria está prevista para ser votada no plenário da Assembleia Legislativa na próxima terça - 22 de dezembro.
A partir das 8h30min, professores vindos de diversas regiões gaúchas iniciam a concentração em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz. Para às 10h, está prevista uma grande manifestação, com o apoio do Fórum dos Servidores Públicos e também da Brigada Militar. “Juntos, iremos reivindicar a retirada de projetos que achatam o funcionalismo público”, reforça a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.
Por sua vez, o secretário estadual da Educação, Ervino Deon, conclamou que os pais mandem seus filhos às escolas normalmente. “O nosso desejo, dos pais e dos alunos é o mesmo, encerrar o ano sem mais nenhum percalço.” Conforme Deon, a orientação é de que a direção das escolas façam remanejos de professores grevisas para evitar que os alunos fiquem sem aulas. Nesta segunda-feira, o secretário não havia recebido nenhum comunicado oficial sobre a greve. Enquanto isso, o Cpers afirma que protocolou o documento às 17h, na sexta-feira.
Nas escolas, o clima era de incertezas entre os estudantes gaúchos. “Só saberemos a dimensão dessa greve nesta terça-feira, com o percentual de adesão”, disse Paulo Sartori, diretor do Instituto de Educação General Flores da Cunha, na Capital. Conforme ele, a escola tem o dever constitucional de permanecer aberta, apesar do movimento grevista.
Professores iniciam concentração em frente ao Piratini
Cpers/Sindicato quer que governo retire proposta sobre valorização dos funcionários públicos