Levantamento da Secretaria Estadual de Educação aponta que, nessa quarta-feira, caiu de 774 para 540 o número de professores que paralisaram as atividades. Ou seja, para o governo, apenas 0,6% dos mais de 80 mil servidores cruzaram os braços. O Cpers/Sindicato contesta as estatísticas, mas, diferentemente de anos anteriores, não divulga dados para contrariar os números oficiais.
Uma das vice-presidentes da entidade, Neida Oliveira, argumenta que a greve deste ano tem como prioridade pressionar os deputados em frente à Assembleia Legislativa: "Normalmente, procuramos mobilizar a categoria em salas de aula, mas, agora, o objetivo é trazer o máximo possível de colegas à Praça da Matriz". Os professores decidiram manter, por tempo indeterminado, a vigilía iniciada às 8h da manhã dessa terça-feira.
Em Porto Alegre, o Instituto de Educação General Flores da Cunha é o único colégio entre os cinco maiores da Capital em que a greve causou reflexos – conforme levantamento da Rádio Guaíba, houve redução nas adesões à paralisação. Enquanto na terça-feira, quase 40% dos professores da escola cruzaram os braços, nesta quarta, conforme a direção, somente 10% paralisaram atividades.
O Cpers garante que terminará imediatamente a greve, caso o governo retire o regime de urgência da votação do novo Plano de Carreira da categoria que, para a entidade, irá provocar ainda mais perdas trabalhistas. Por enquanto, o Palácio Piratini não sinaliza, oficialmente, se irá atender à exigência.
Professores mantêm greve, mas governo aponta queda na adesão
Vigília do Cpers na Praça da Matriz prosseguirá por tempo indeterminado