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Professores mantêm greve, mas governo aponta queda na adesão

Vigília do Cpers na Praça da Matriz prosseguirá por tempo indeterminado

Professores mantêm greve, mas governo aponta queda na adesão
Professores mantêm greve, mas governo aponta queda na adesão Foto : Cristiano Estrela / CP
Levantamento da Secretaria Estadual de Educação aponta que, nessa quarta-feira, caiu de 774 para 540 o número de professores que paralisaram as atividades. Ou seja, para o governo, apenas 0,6% dos mais de 80 mil servidores cruzaram os braços. O Cpers/Sindicato contesta as estatísticas, mas, diferentemente de anos anteriores, não divulga dados para contrariar os números oficiais.

Uma das vice-presidentes da entidade, Neida Oliveira, argumenta que a greve deste ano tem como prioridade pressionar os deputados em frente à Assembleia Legislativa: "Normalmente, procuramos mobilizar a categoria em salas de aula, mas, agora, o objetivo é trazer o máximo possível de colegas à Praça da Matriz". Os professores decidiram manter, por tempo indeterminado, a vigilía iniciada às 8h da manhã dessa terça-feira.

Em Porto Alegre, o Instituto de Educação General Flores da Cunha é o único colégio entre os cinco maiores da Capital em que a greve causou reflexos – conforme levantamento da Rádio Guaíba, houve redução nas adesões à paralisação. Enquanto na terça-feira, quase 40% dos professores da escola cruzaram os braços, nesta quarta, conforme a direção, somente 10% paralisaram atividades.

O Cpers garante que terminará imediatamente a greve, caso o governo retire o regime de urgência da votação do novo Plano de Carreira da categoria que, para a entidade, irá provocar ainda mais perdas trabalhistas. Por enquanto, o Palácio Piratini não sinaliza, oficialmente, se irá atender à exigência.