Cerca de 50 professores e estudantes se concentraram no local em apoio à manifestação que faz parte do movimento de greve do Magistério, iniciado na segunda-feira. Eles carregavam faixas, cartazes e gritavam palavras de ordem contra o governador Tarso Genro e o PT e exigiam o pagamento do Piso Nacional para professores e funcionários. Duas unidades da Brigada Militar estiveram no local, mas não houve registro de incidentes.
A 19ª CRE transferiu a conferência para a Escola Estadual General Neto, localizada a três quadras da sede. Para Juca Sampaio, a conferência é uma farsa, pois o projeto que restrutura o ensino médio está pronto e não há como deliberar absolutamente nada sobre o tema. "Queremos negociar, mas o governo do Estado "acorrentou" o diálogo e não responde ao apelo", salientou.
Em Santana do Livramento, três instituições de ensino estão com as portas fechadas. A Escola Estadual de 1º Grau Júlio de Castilhos, a Escola Estadual de 1º Grau Nossa Senhora do Livramento e a escola rural Cláudio Moreira aderiram à paralisação.
Uma assembleia realizada por representantes dos núcleos do Cpers/Sindicato decidiu, na tarde de ontem, pela continuidade da greve dos professores. Com isso, a paralisação prossegue até, pelo menos, a semana que vem. Aos gritos de “responde, responde”, os servidores acampados em frente ao Palácio do Piratini tentavam chamar a atenção do governo do Estado para um diálogo a respeito do impasse. Às 14h de hoje, o Cpers deve fazer uma reunião.
O governo do Estado esclareceu que não se reuniria com os sindicalistas, porque o comando de greve não estava completo no local. Além disso, a alegação é de que o sindicato foi responsável pelo rompimento do diálogo ao instaurar a paralisação.