A retirada do pedido de urgência de 11 projetos do Executivo, entre eles os do magistério, não foi suficiente para tranquilizar os professores. Mesmo com o anúncio do líder do governo, deputado Pedro Westphalen (PMDB), na reunião de lideranças realizada na manhã desta terça-feira, os cerca de 2 mil docentes que permanecem em vigília na Praça da Matriz não desistiram da mobilização. "Precisaremos ter a certeza de que os projetos não serão apreciados em plenário", frisou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Silva de Oliveira. Segundo ela, a greve será suspensa tão logo inicie o recesso parlamentar.
"Se for preciso, convocaremos os professores para que retomem a paralisação ainda em fevereiro", disse. Os dirigentes do Cpers/Sindicato estão mobilizados para evitar a aprovação de proposições do governo do Estado que julgam ser prejudiciais à categoria. Um dos projetos assegura piso de R$ 1,5 mil para docentes com menores rendimentos e com jornada de 40 horas semanais. Assim, o piso atual de R$ 862,80 (40 horas) terá reajuste de 73,8%. O piso do magistério proposto para vigorar a partir de 2010 corresponde a 3,2 vezes o valor do atual salário mínimo nacional: R$ 465,00.
A segunda proposta institui a matriz salarial da Educação. "Esses projetos destroem com nosso plano de carreira", afirmou Rejane. O deputado Giovani Cherini (PDT) salientou que a decisão do governo de retirar a urgência resultará em maior possibilidade de diálogo entre a categoria e o Executivo. "As proposições não estava maduras o suficiente para a análise neste final de ano", enfatizou. O parlamentar observou que as conquistas do magistério não podem ser alteradas sem um profundo diálogo. Com a retirada da urgência os projetos de lei deverão tramitar somente em 2010 na Assembleia.
Os manifestantes que ocupam o entorno e a área interna da Praça da Matriz são acompanhados de perto por PMs dos Pelotões de Operações Especiais de seis batalhões operacionais - 1º, 9º, 11º, 19º, 20º e 21º BPMs - de Porto Alegre, além do 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon) e do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE). O Objetivo é evitar conflitos e a aproximação dos professores grevistas da porta de acesso ao Palácio Piratini.
Professores seguem em vigília mesmo com retirada do pedido de urgência na votação
Medida não tranquiliza docentes