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Professores seguem em vigília mesmo com retirada do pedido de urgência na votação

Medida não tranquiliza docentes

Professores continuam em vigília na Praça da Matriz
Professores continuam em vigília na Praça da Matriz Foto : Cristiano Estrela
A retirada do pedido de urgência de 11 projetos do Executivo, entre eles os do magistério, não foi suficiente para tranquilizar os professores. Mesmo com o anúncio do líder do governo, deputado Pedro Westphalen (PMDB), na reunião de lideranças realizada na manhã desta terça-feira, os cerca de 2 mil docentes que permanecem em vigília na Praça da Matriz não desistiram da mobilização. "Precisaremos ter a certeza de que os projetos não serão apreciados em plenário", frisou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Silva de Oliveira. Segundo ela, a greve será suspensa tão logo inicie o recesso parlamentar.

"Se for preciso, convocaremos os professores para que retomem a paralisação ainda em fevereiro", disse. Os dirigentes do Cpers/Sindicato estão mobilizados para evitar a aprovação de proposições do governo do Estado que julgam ser prejudiciais à categoria. Um dos projetos assegura piso de R$ 1,5 mil para docentes com menores rendimentos e com jornada de 40 horas semanais. Assim, o piso atual de R$ 862,80 (40 horas) terá reajuste de 73,8%. O piso do magistério proposto para vigorar a partir de 2010 corresponde a 3,2 vezes o valor do atual salário mínimo nacional: R$ 465,00.

A segunda proposta institui a matriz salarial da Educação. "Esses projetos destroem com nosso plano de carreira", afirmou Rejane. O deputado Giovani Cherini (PDT) salientou que a decisão do governo de retirar a urgência resultará em maior possibilidade de diálogo entre a categoria e o Executivo. "As proposições não estava maduras o suficiente para a análise neste final de ano", enfatizou. O parlamentar observou que as conquistas do magistério não podem ser alteradas sem um profundo diálogo. Com a retirada da urgência os projetos de lei deverão tramitar somente em 2010 na Assembleia.

Os manifestantes que ocupam o entorno e a área interna da Praça da Matriz são acompanhados de perto por PMs dos Pelotões de Operações Especiais de seis batalhões operacionais - 1º, 9º, 11º, 19º, 20º e 21º BPMs - de Porto Alegre, além do 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon) e do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE). O Objetivo é evitar conflitos e a aproximação dos professores grevistas da porta de acesso ao Palácio Piratini.