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Programa de drenagem ampliará escoamento da Capital em 50%

Execução deve começar no segundo semestre de 2015

A capacidade de escoamento de regiões críticas de Porto Alegre será aumentada em pelo menos 50% com a execução de um programa de drenagem anunciado nesta sexta-feira pela prefeitura. Porém, os primeiros benefícios só serão sentidos depois de um ano e meio. As obras deverão começar no segundo semestre de 2015 e o prazo para o término de todas as fases é de 48 meses. O prefeito José Fortunati lembrou que a Capital enfrenta problemas antigos com enchentes e que a captação do montante de R$ 237 milhões foi feita com projetos aprovados pelo PAC Prevenção, sem contrapartida do município. “O poder da água causa transtornos”, observou.

A primeira etapa do Programa de Drenagem Urbana de Porto Alegre (DrenaPoa) custará R$ 190 milhões, já liberados pela Caixa Econômica Federal, que funcionará como agente financeiro. Nessa fase, estão previstos implantação de um sistema de proteção contra cheias, no valor de R$ 41,64 milhões, e de duas bacias hidrográficas, do Arroio Areia e do Arroio Moinho, além de projeto executivo de outras duas, do Arroio Guabiroba e do Manecão. “Já temos licenciamento ambiental para a execução”, disse o diretor do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter. Três conjuntos de casas de bombas deverão ter a capacidade aumentada. Atualmente são 19 em Porto Alegre e devem ser criadas outras quatro. A localizada no bairro Sarandi, um dos mais afetados pelas cheias, não está no projeto, pois é necessária a retirada de dez famílias que invadiram o local.

Como a falta de luz é um dos motivos de interrupção de serviço de bombeamento, o sistema de proteção contra as cheias inclui a implantação de geradores em 13 casas de bombas, além de reforma e ampliação da capacidade. Na segunda etapa, está prevista a aplicação de R$ 42 milhões. Ainda não estão definidas quais obras serão contempladas nessa fase.  Fortunati salientou que o Muro da Mauá faz parte da proteção contra cheias e não pode ser removido. “Todos os técnicos consultados defendem a manutenção”, afirmou. Sobre isso, Boelter disse que a estrutura tem algumas partes oxidadas e que a revitalização do Cais do Porto contempla melhorias no muro.