“A meta é reduzir os gastos com o conserto de aparelhos e melhorar o convívio e o cuidado das pessoas com a natureza”, destacou o secretário Luiz Fernando Záchia. Para consertar brinquedos e bancos depredados, por exemplo, foram gastos quase 18 metros cúbicos de madeira em 2011 - volume suficiente para equipar 59 praças básicas com um conjunto de pelo menos sete diferentes tipos de brinquedos, entre escorregadores, gangorras e balanços.
“Entendemos que esta realidade só será transformada a partir de uma mudança cultural. Por isso, estamos investindo em um projeto que envolve as escolas”, acrescentou. Segundo ele, 22 instituições já aderiram à iniciativa e outras nove foram convidadas. Os Coletivos Verdes também poderão ser formados por entidades públicas, associações de bairro e pela comunidade. “Porto Alegre tem 608 praças. Está mais do que na hora de trabalhar para o engajamento da população na preservação do patrimônio público”, frisou Záchia.
O presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal e ex-titular da Smam, Beto Moesch, elogiou a iniciativa, pois acredita que Porto Alegre precisa desta mudança de forma urgente. “É preciso entender o motivo da cidade maltratar desta maneira o patrimônio. Temos uma cultura de depredação nos parques e praças”, disse. Um dos exemplos é a Praça da Alfândega, no coração da área Central, que ainda passa por reformas e já apresenta pichações em bancos e monumentos, poucos meses depois de liberada a passagem de pedestres no local.