Ao todo, serão distribuídos R$ 2 milhões, provenientes dos cofres do município. Mesmo com o anúncio dos últimos dias sobre cortes no orçamento da Capital, Fortunati garantiu que as áreas da Assistência Social, da Educação e da Saúde não serão atingidas.
Porém, não especificou quais setores serão afetados pela diminuição de investimentos. “Estamos fazendo uma avaliação minuciosa, porque os cortes não são rasos”, explicou, citando a redução do repasse do Fundo de
Participação dos Municípios, o qual registrou queda de quase 12% no último ano. “Precisamos nos adequar e estamos fazendo isso, mas sem afetar áreas prioritárias”, resumiu.
Segundo ele, a bolsa concedida pela prefeitura servirá como um reforço no orçamento familiar por um período limitado até um ano. “Lidar com assistência é lidar com a dor. Este olhar que temos faz a diferença”, afirmou.
O presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Kevin Krieger, esclareceu que o benefício é liberado após o atendimento de alguns critérios e está atrelado a outros programas do município. Ele tem validade de quatro meses, mas pode ser renovado mais duas vezes, chegando a um ano. “São famílias já acompanhadas e a bolsa é independente do Bolsa Família”, destacou.
Os beneficiados estão enquadrados em uma faixa de média complexidade de vulnerabilidade social. Eles devem receber o recurso para não chegar a classificação alta. O decreto foi assinado durante um curso de formação dos servidores da Fasc.
Durante o encontro, a diretora técnica da Fasc, Marta Borba, destacou que a assistência social não é uma benesse e, sim, direto. Já a diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Lea Braga, comentou que deve levar ao governo federal algumas experiências observadas no Rio Grande do Sul, que podem servir a outros estados.