Projeto de Lei visa liberação de público em estádios de Porto Alegre

Projeto de Lei visa liberação de público em estádios de Porto Alegre

Proposta de autoria do vereador Mauro Pinheiro tenta autorizar eventos com até 25% da capacidade prevista no PPCI

Correio do Povo

Projeto visa liberação de público nos estádios

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O Projeto de Lei 35/21, de autoria do vereador Mauro Pinheiro (PL), que visa liberação de público em eventos esportivos durante a pandemia de Covid-19, começou a tramitar na Câmara de Porto Alegre. O objetivo é autorizar eventos na cidade com até 25% da capacidade prevista no Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI).

A matéria afirma que cada setor ou área do estádio precisa respeitar a capacidade, considerando público e trabalhadores necessários ao evento. Os protocolos de distanciamento do Estado e município devem ser obedecidos. 

Na avaliação do vereador Pinheiro, o projeto se justifica por conta da necessidade dos trabalhadores. “É um setor que gera empregos, que necessita de faturamento para a sobrevivência”, argumentou. 

Pandemia segue em patamares altos

Relacionada à morte de mais de 27,4 mil pessoas no Rio Grande do Sul, a pandemia de Covid-19 segue apresentando índices altos, tanto na Capital quanto no Estado, inclusive com riscos de uma nova onda de casos. A ocupação em leitos de UTI reverteu a tendência e vem apresentando alta nos últimos dias. No RS, a ocupação voltou a superar os 80% nesta segunda-feira, enquanto na Capital chegou a 87% nesta segunda. 

Passados pouco mais de quatro meses do início da campanha, 2,9 milhões de pessoas já receberam ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O número de pessoas que completaram o ciclo vacinal é de 1.357.440. 

Para efeitos de comparação, o Reino Unido só liberou o retorno parcial do público em estádios em abril, quando mais de 60% dos adultos já haviam recebido ao menos a primeira dose do imunizante contra o coronavírus. 

Consultada, a prefeitura de Porto Alegre afirma que, após análise do Legislativo, projeto será apreciado pelo Executivo. Já o Governo do Estado afirmou que, por enquanto, trata-se apenas de um projeto, e não deve se manifestar.


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