O documento do Executivo, protocolado em regime de urgência e assinado pelo governador Tarso Genro, chegou nessa quinta ao presidente do Legislativo, Pedro Westphalen. O primeiro lote das tornozeleiras - cuja utilização deve começar até o final do ano - é de 50 equipamentos.
A proposta foi desenvolvida junto com o Tribunal de Justiça. O chefe da Divisão de Monitoramento Eletrônico da Susepe, César Moreira, defendeu o modelo como forma de perceber a aproximação do agressor e prestar socorro à vítima com tempo de evitar um possível crime. Só Porto Alegre soma quase duas mil mulheres que recebem diariamente as Patrulhas Maria da Penha, criadas para conter a violência contra o sexo feminino.
Crítico ao sistema de monitoramento eletrônico de presos com tornozeleiras, o promotor coordenador do Centro Operacional Criminal (Caocrim) do Ministério Público do Estado, David Medina da Silva, já afirmou à Guaíba ser favorável ao uso do equipamento para tentar coibir a violência contra a mulher.