Terminou em discussão a conversa entre o promotor Eugênio Paes Amorim e o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Ranolfo Vieira Júnior, na tarde desta segunda-feira no programa Balanço da Tarde, na Rádio Guaíba.
Amorim afirmou ter uma prova de que Jonatas Gomes, irmão de Eliseu Pompeu Gomes, suspeito da morte do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos, teria trabalhado na empresa de segurança Reação, cujos donos foram denunciados pelo Ministério Público como mandantes do crime.
Ranolfo rebateu a informação, afirmando que Jonatas está detido desde abril do ano passado. Amorim irritou-se. “Ah, não, assim não dá. Querer também que ele tenha sido funcionário da empresa na época do crime é querer demais”, disse. "Isso é lamentável", completou. Logo depois, o promotor falou que estava abandonando o debate e desligou o telefone.
Amorim havia afirmado, mais cedo, que o Ministério Público recebeu, na tarde de hoje, documentos previdenciários ligando o nome de Jonatas à Reação, sem especificar do que se tratava.
Ranolfo, por sua vez, voltou a afirmar que a investigação da Polícia Civil não encontrou nenhuma prova que una a empresa ao crime, mas, caso alguma informação nova surja, a polícia não hesitará em admitir que errou. "Se vier algo forte, não teremos nenhum constrangimento em voltar atrás", disse.
Promotor abandona debate após discussão com delegado
Eugênio Paes Amorim e Ranolfo Vieira Jr (foto) falaram sobre Caso Eliseu Santos na Rádio Guaíba