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Promotor afirma que há sobrecarga nas antenas de telefonia no RS

Situação acaba interferindo no serviço prestado a consumidor

Durante a sessão da CPI da Telefonia, realizada na tarde desta segunda-feira na Assembleia Legislativa, o promotor Alexandre Saltz, responsável pela área do Meio Ambiente no Ministério Público, afirmou que as antenas de celulares estão sobrecarregadas no Rio Grande do Sul.

Ele explicou que o parâmetro mundial gira em torno de mil linhas por antena e que, no Rio Grande do Sul, o número fica entre 4 mil e 12 mil – média de 8 mil. Ele disse que esse tipo de situação interfere, de forma direta, na qualidade do sinal e mostra a “clara falta de vontade das operadoras em arcar com investimentos”.

O promotor esclareceu que essas antenas são instaladas em topos de prédios, diferente do que ocorre com as estações de rádio-base e, ainda assim, segundo Saltz, as empresas de telefonia seguem reclamando de legislações municipais para não promover melhorias.

Presidente da CPI critica postura da Anatel

O presidente da CPI, deputado Ernani Polo, do PP, também valorizou a colaboração do Ministério Público Federal, que demonstrou preocupação com a conduta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de priorizar a relação com as operadoras, deixando de lado a atenção ao consumidor.

Polo enfatizou que existem casos de ex-dirigentes da Anatel que se desligaram das funções para assumir altos cargos nas companhias de telefonia. Segundo ele, a CPI deve sugerir uma quarentena para evitar esse tipo de situação e supostos benefícios em decorrência dessa proximidade.

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