Desde o final de março, os quatro PMs exercem funções administrativas na corporação. Se a Justiça Militar entender que os policiais foram culpados, eles podem ser exonerados.
Entenda o caso
O estudante de História da Unipampa, Helder Santos, denunciou em março que, após sair de uma festa em Jaguarão, ele e um amigo foram agredidos por policiais militares e foram alvo de ofensas de cunho racista. O estudante registrou ocorrência na Polícia Civil e também na Corregedoria da Brigada Militar, o que teria motivado os agressores a enviarem duas cartas a Santos com ameaças. A diretora da Unipampa teria recebido correspondência semelhante.
Em 24 de março, Santos deixou Jaguarão rumo a Porto Alegre a pedido da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Dias depois, voltou para a cidade natal, Feira de Santana, na Bahia, e foi transferido para a Universidade Federal do Recôncavo Baiano.
A partir das 19h desta quinta-feira ocorre, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública sobre violência policial contra jovens negros. Santos participará das discussões. Também será discutida a morte do boxeador Tairone Silva, de 16 anos, baleado por um policial militar em Osório.
Governo teria sido avisado sobre milícia em Jaguarão
A suspeita da existência de uma milícia de policiais militares, em Jaguarão, teria sido informada ao secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, no início do governo. Uma sindicância na Corregedoria da Brigada Militar foi aberta e o Ministério Público da cidade, acionado. A atuação da suposta milícia veio a público após a denúncia do estudante Helder Santos. Ele teria sido agredido por policiais em 5 de fevereiro.