As precárias condições de higiene nos banheiros da instituição já haviam motivado outro pedido de interdição por parte do MP, ainda no ano passado. Porém, na ocasião, a Fase teria se comprometido em sanar os problemas em até 90 dias - o que não ocorreu, conforme o promotor.
O tumulto ocorreu no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) I, na Vila Cruzeiro, zona Sul da Capital, por volta do meio-dia. Nove internos teriam iniciado a confusão. O grupo queimou colchões e danificou parte do prédio. Os jovens se renderam cerca de uma hora depois, segundo a Brigada Militar. Um ficou ferido, mas sem gravidade. No Case 1 há 62 vagas e 110 internos.
Após o motim, a presidente da Fase no Rio Grande do Sul, Joelza Mesquita, afirmou que os motivos da revolta "não estavam claros", mas levantou suspeitas de problemas de convivência entre os internos e alguns monitores.