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Promotor vê "desespero" da defesa para absolver casal Nardoni

Francisco Cembranelli disse que mãe de Isabella está deprimida

Promotor vê desespero da defesa para absolver casal Nardoni
Promotor vê desespero da defesa para absolver casal Nardoni Foto : Ernesto Rodrigues / AE
Ao deixar o Fórum de Santana após o terceiro dia de julgamento, o promotor do caso Isabella Nardoni, Francisco Cembranelli, disse na noite desta quarta que a defesa dos réus está cometendo "atos de desespero" para tentar salvar o casal Nardoni. De acordo com Cembranelli, um exemplo disso é o fato da defesa ter pedido a permanência da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, no Fórum.

Para Cembranelli, os advogados estão se saindo mal no júri. "Para quem ameaçou antes do julgamento desqualificar um trabalho sério, o desempenho da defesa foi pífio", criticou. O promotor disse ainda que Ana Oliveira está abalada e, segundo lhe disse um médico do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), deprimida.

O promotor avaliou como favorável para a acusação o depoimento de seis horas da perita do Instituto de Criminalística (IC) Rosângela Monteiro. "O depoimento foi categórico e Rosângela foi magistral", afirmou.

Cembranelli disse não esperar novidades do interrogatório de Alexandre Nardoni e de Ana Carolina Jatobá, que deve acontecer amanhã. Para Cembranelli, o casal deve repetir o que já disse à Justiça em depoimento. O promotor afirmou não temer uma eventual acareação entre os réus e a mãe de Isabella.

Defesa justifica dispensa de testemunhas

Ao deixar o Fórum de Santana, o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, justificou a dispensa hoje de nove testemunhas. "A demora (do julgamento) é ruim para a defesa", afirmou. Para o advogado, ainda não há provas no caso que incriminam os réus e existe inconsistência na dinâmica do crime apresentada pela perícia.

O advogado diz não ter ficado satisfeito com a explicação da perita Rosângela Monteiro sobre as marcas de poeira na camiseta de Alexandre, que teriam sido causadas, segundo a promotoria, pela pressão exercida por seu corpo contra a janela ao jogar Isabella. "Não fiquei confortado com a explicação da perita. Ele (Alexandre) pode ter muito bem apenas olhado pela janela", afirmou.

Podval disse ainda que só decidirá se insistirá no pedido de acareação entre os réus e Ana Oliveira após o interrogatório de Alexandre e Anna Carolina Jatobá. "Tenho interesse em fazer a acareação, mas depende do conteúdo dos interrogatórios", disse o advogado. "Tenho receio de ser cerceado durante a acareação, com o juiz indeferindo alguns pedidos da defesa", afirmou.