De acordo com a ministra, os reajustes variam e chegam a 45%, considerando neste caso os 4% concedidos neste ano. O teto salarial das universidades (doutor titular dedicação exclusiva), que subiu neste ano de R$ 11,8 mil para R$ 12,2 mil, vai chegar a R$ 17,1 mil em 2015.
Segundo documento do Ministério do Planejamento, “a proposta permite uma mudança na concepção das universidades e dos institutos, na medida em que estimula a titulação, a dedicação exclusiva e a certificação de conhecimentos”. O plano garante ao professor com título de doutorado e dedicação exclusiva um salário inicial de R$ 8,4 mil. A remuneração dos docentes que já estão na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, aumentará de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil.
A proposta está sendo discutida nesta sexta-feira por representantes do governo e grevistas, que ainda vão analisar a oferta. A categoria está em greve desde o dia 17 de maio. A paralisação da categoria atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica, dos 38 existentes. Eles reivindicam reestruturação da carreira e melhores condições de infraestrutura nas instituições.