“Nós queremos que ocorra a continuidade da escolaridade desses jovens”, explicou Ana. Ela sugere mecanismos que identifiquem os beneficiados por projetos como Bolsa Família, RS Mais Igual, Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação Jovens e Adultos (Proeja) e o Projeto de Proteção de Jovens em Território Vulnerável (Protejo), para que não sejam excluídos da possibilidade de fazer um curso superior.
Entre as entidades que participaram da audiência, estava a União Nacional dos Estudantes (UNE). A diretora de Movimentos Sociais, Tábada Silveira, lembrou a questão da evasão. Para ela, é preciso pensar em uma forma de assistência aos jovens carentes beneficiados pelo Prouni. “É preciso discutir a realidade das universidades privadas e as dificuldades que os estudantes enfrentam ao pagar transporte e moradia”, observou. Apesar dessas considerações, Tábata disse que o programa avança na inclusão de jovens no ensino superior.
Representando o governo do estado, o chefe de Gabinete, Vinícius Wu, explicou como o Prouni irá funcionar regionalmente. Ele disse que no Rio Grande do Sul o programa abrirá, inicialmente, 500 vagas para cursos superiores tecnólogos de acordo com a demanda do mercado.
“Avaliamos as áreas que receberão grandes investimentos e que precisam de profissionais qualificados”, afirmou. Em um primeiro momento, os focos estarão em quatro áreas: energia eólica, automotiva, petróleo e gás e indústria da celulose. Wu ressaltou que a iniciativa é bem vinda e que o governo trabalha na construção coletiva do programa. Segundo o coordenador estadual da Juventude, Maurício Piccin, é fundamental contemplar e incluir jovens no debate sobre a criação de políticas públicas para este segmento da população.
O Prouni RS é destinado à concessão de bolsas de estudo para egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos. Estiveram presentes representantes das secretarias estaduais de Educação, Justiça e Direitos Humanos e Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul; União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Sindicato dos Professores do RS (Sinpro/RS).