Pedras e pedaços das lajotas do calçamento foram usadas para acertar uma unidade do McDonalds na rua Doutor Flores e demais estabelecimentos.
Contêineres da coleta automatizada de lixo foram derrubados. Em pelo menos um deles, manifestantes atearam fogo. Em bloco, caminharam pela avenida Júlio de Castilhos, percorrendo o Terminal de Ônibus Parobé, onde centenas aguardavam coletivos, já que boa parte dos trabalhadores foi dispensada em razão do jogo do Brasil. O protesto também seguiu pelo Terminal Rui Barbosa. No local, um sinalizador foi aceso e houve uma pequena parada
para depois prosseguir pela rua Voluntários da Pátria, Doutor Flores e Salgado Filho.
Os jovens com panos nos rostos pegaram britas para atingir as agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e uma unidade da Oi. Eles se armaram com pedaços de cavaletes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), bambus e outros objetos. Por onde a manifestação passava, os lojistas iam fechando as cortinas de ferro. Muitas portas de estabelecimentos foram pichadas. Quase não sobraram placas de trânsito e de indicação do Caminho do Gol.
Enquanto houve uma parcela dos insatisfeitos com o Mundial quebrava o que julgava ser uma alusão à Fifa, ou ao Capitalismo, muitos participantes pediam foco e que o movimento se voltasse à crítica ao poder público.
No Largo da Epatur, houve uma parada e um jovem mascarado atirou uma pedra contra a Brigada Militar. A corporação acompanhou todo o protesto, cercando as ruas adjacentes. Quando o grupo resolveu seguir para a Fan Fest, foi barrado pelo Regimento de Policia Montada, armado com espadas, que se posicionou na esquina da avenida Borges de Medeiros com a avenida Ipiranga. Sem ter por onde seguir, os manifestantes retornaram em direção ao Centro e os cavalos avançaram. Um deles chegou a cair. Duas bombas de efeito moral foram lançadas. Logo após a multidão dispersou.