• Manifestações ocorrem em todo o Brasil
Com o passar do tempo, o protesto ganhou mais corpo e uma hora depois contava com 7 mil, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Ao contrário de manifestações anteriores, o ato desta segunda-feira tem público mais heterogêneo, com famílias e pessoas mais velhas, além de muitos ciclistas. Servidor público aposentado é morador do Centro, Silvio Pinto, 76 anos, foi com amigos ao local, porque acredita que “é o renascimento de uma juventude ativa na sociedade brasileira”.
Depois de deixar a prefeitura, o grupo deslocou-se à avenida Salgado Filho, onde o trânsito ficou interrompido. Na passagem dos manifestantes, muitos moradores da região mostravam bandeiras e panos brancos das janelas – um sinal de apoio – e jogavam papel picado. Por sua vez, os manifestantes aplaudiram em apoio. Em direção à avenida João Pessoa, o tom usado voltou a ser contra o aumento das passagens de ônibus.
Trânsito congestionado
O ato, que tem destino incerto, subiu a avenida Borges de Medeiros até a Esquina Democrática. Os participantes carregam diversos cartazes contra o Mundial no País e gritam frases de efeito, como: "Da Copa, eu abro mão, quero meu dinheiro para saúde e educação”. O ato é acompanhado por policiais da Brigada Militar (BM) e da Guarda Municipal. Um cordão de isolamento protege o prédio da Prefeitura. O trânsito no Centro está congestionado.
Organizado através das redes sociais, quase 8 mil pessoas confirmaram a presença pelo Facebook. O protesto deve deixar o Centro e percorrer as ruas de Porto Alegre a partir das 19h. No Rio Grande do Sul, pelo menos 17 atos estavam agendados para ocorrer nesta segunda-feira.
*Com informações dos repórteres Laion Espíndula e Luiz Sérgio Dibe