Os servidores municipais são contrários a pelo menos três projetos de lei encaminhados pelo Executivo à Câmara de Vereadores. Dois deles dizem respeito diretamente à data e ao pagamento dos servidores municipais e extingue a chamada licença-prêmio, ambos com proposta de alteração à Lei Orgânica Municipal. E o terceiro, que também pretende alterar a Lei Orgânica, abre a possibilidade de concessão dos serviços de água e esgoto da Capital.
Os protestos também atacam o corte da gratuidade na segunda passagem do transporte público, decretado pelo prefeito na semana passada. De acordo com o diretor-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Jonas Reis, “o que o prefeito está fazendo em Porto Alegre é uma vergonha”. “É um absurdo o que ele quer fazer com o Estatuto do Municipário. Não vamos aceitar estes ataques”, ressaltou Reis.
Lideranças sindicais admitem que uma greve geral no funcionalismo não está descartada. Uma assembleia da categoria, a ser marcada ainda, vai definir a pauta de reivindicações. Um carro de som foi deslocado pelo Simpa para engrossar o coro contra Marchezan.
O prefeito Nelson Marchezan evitou falar sobre o parcelamento de salários e justificou o projeto por conta “da gravidade da situação das finanças do município”. “É insustentável”, ressaltou.