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Protesto contra Temer reúne milhares e termina pacífico em Porto Alegre

Grupo chegou a ocupar cruzamento da Loureiro da Silva, mas não houve confronto com a BM

Grupo chegou a ocupar cruzamento da Loureiro da Silva, mas não houve confronto com a BM
Grupo chegou a ocupar cruzamento da Loureiro da Silva, mas não houve confronto com a BM Foto : Fabiano do Amaral
Com informações dos repórteres Lou Cardoso e Luiz Sérgio Dibe.

Um novo protesto tomou as ruas centrais de Porto Alegre, nesta quinta-feira para confrontar o governo interino de Michel Temer. De acordo com os organizadores, cerca de 20 mil se reuniram num enorme grupo que saiu da Esquina Democrática, passou pelo Palácio Piratini e seguiu pela avenida João Pessoa até encerrar suas manifestações em frente ao Largo Zumbi dos Palmares.

Após se concentrar por volta das 17h30min na Esquina Democrática, uma caminhada começou rumo ao Palácio Piratini, por volta das 18h40min. A multidão subiu pela Riachuelo e tomou o entorno da Praça da Matriz. Os gritos de "Fora Temer", "Temer ladrão, teu lugar é na prisão" e "Não vai ter golpe" foram os mais repetidos. Ainda assim, houve espaço para pedir a prisão do presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Bonecos de papelão de Temer, Cunha e do governador José Sartori foram queimados enquanto o grupo dava voltas no contorno da Praça da Matriz.

Depois disso, a manifestação seguiu até a avenida João Pessoa. Muitas pessoas se juntaram ao grupo na avenida, formando uma enorme fila rumo à Cidade Baixa. Ao se aproximarem da sede do PMDB, um grupo puxou os gritos de "Nem recatada, nem do lar. A mulherada tá na rua pra lutar". Alguns encapuzados e mascarados picharam dizeres contra o golpe nas paredes da sede do partido, mas não foram registrados outros atos de depredação.

O destino final da manifestação foi o Largo Zumbi dos Palmares. Mas, a exemplo da semana passada, a multidão ocupou o cruzamento da Loureiro da Silva com a José do Patrocínio. Após conversas com a Brigada Militar, foi liberado o tempo de 30 minutos para o grupo fazer o protesto e começar a dispersar. Muitos sentaram calmamente no asfalto, tocando músicas e fazendo lanches.

Passada a meia-hora, grande parte se retirou, mas muitos ficaram no bloqueio. Alguns desafiaram a polícia e atiraram rojões. Num momento tenso, algumas dezenas caminharam em direção à cavalaria da Brigada Militar, mas pararam antes de um confronto. A polícia não reagiu a provocações e, por volta das 22h10min, o movimento se dispersou definitivamente.