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Protesto de agentes penitenciários restringe visitas em presídios gaúchos

Familiares estão impedidos de ingressar com alimentos ou pertences

Transferências de presos estão suspensas no Estado
Transferências de presos estão suspensas no Estado Foto : Amapergs Sindicato / DIvulgação / CP
O retardamento e restrição na visita dos familiares dos apenados marcaram a paralisação dos agentes penitenciários nesta terça-feira. Segundo a Amapergs Sindicato, a suspensão de visita ocorreu durante uma boa parte da manhã em várias casas prisionais, como em Charqueadas e São Gabriel.

Já na Penitenciária Feminina de Guaíba, as detentas atearam fogo em seus uniformes em protesto contra a medida. Nenhuma sacola, com alimentos ou pertences levados legalmente aos apenados, foi liberada para ingressar nos estabelecimentos penais da Susepe.

A Amapergs Sindicato montou acampamentos em frente dos presídios, inclusive naqueles com regimes aberto e semiaberto. O presidente da entidade, Flávio Berneira, destacou a suspensão da transferência de presos sob escolta entre os estabelecimentos penais.

No caso do transporte de detentos para audiências judiciais, ele calculou que mais de 500 audiências não ocorreram devido ao movimento do pessoal da Divisão de Segurança e Escolta (DES) da Susepe, cuja sede fica em Porto Alegre, onde a mobilização também acontece na Penitenciária Feminina Madre Pelletier e Instituto Psiquiátrico Forense, além dos albergues. Flávio Berneira constatou a adesão maciça da categoria no movimento unificado.