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Protesto de rodoviários contra exclusão de cobradores termina com ato no Paço Municipal

Operação Tartaruga causou congestionamentos nas principais avenidas de Porto Alegre

Protesto de rodoviários contra exclusão de cobradores termina com ato no Paço Municipal
Protesto de rodoviários contra exclusão de cobradores termina com ato no Paço Municipal Foto : Guilherme Testa
*Com informações dos repórteres Jessica Hübler e Eduardo Paganella 

"A profissão de cobrador vai ter que ter uma modernização. Terão de buscar uma nova atividade". Essa declaração do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, e as reuniões que terminaram sem sucesso entre a prefeitura e os rodoviários desencadearam nesta quarta-feira o primeiro protesto da categoria contra uma possível exclusão dos cobradores do sistema de transporte público da cidade. A Operação Tartaruga, que começou pouco antes das 8h, causou congestionamento nas principais avenidas da Capital que levam ao Centro. 

A manifestação, que era prevista desde essa terça, quando o encontro entre Marchezan e rodoviários terminou sem acordo, tomou conta das ruas da cidade e prejudicou usuários de diversas linhas que tentaram acessar a região central da cidade. A Operação Tartaruga foi espalhada pelas avenidas João Pessoa, Júlio de Castilhos, Farrapos e Oswaldo Aranha. Depois das 8h, diversos coletivos seguiram viagem vazios, já que quem tinha pressa para chegar ao trabalho resolveu descer e caminhar até o Centro de Porto Alegre. 

Cada fila de ônibus foi encabeçada por um grupo de rodoviários que exibiam faixas em protesto contra as possíveis mudanças no sistema de transporte público. "Não aceitaremos o desemprego dos cobradores", avisou uma delas. Fundamentada na ideia da modernização e na diminuição do volume de dinheiro, a sugestão de excluir os cobradores do setor não caiu bem entre os trabalhadores, embora tenha sido reiterada por Marchezan em conversa com funcionários da Carris. 

Por volta das 10h, após deixar o trânsito lento na saída do Túnel da Conceição, os rodoviários passaram pela Estação da Rodoviária e seguiram pela avenida Mauá até o Paço Municipal, onde ocorreu um ato e a promessa de mais manifestações nos próximos dias. Os protestos ainda não têm data marcada e a categoria aguarda mais uma reunião com Marchezan para discutir o futuro do transporte público.