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Protesto de servidores do Judiciário deflagra greve de 24 horas no RS

Paralisação não afeta prazos judiciais, já que 30% dos funcionários realizam atendimento

Servidores do Judiciário e do Ministério Público (MP) do Estado estão reunidos na manhã desta quarta-feira em frente ao prédio 2 do Foro Central de Porto Alegre para marcar o início de uma paralisação das atividades por 24 horas. A aprovação do auxílio-moradia para juízes, procuradores e promotores desencadeou o protesto, sincronizado com a categoria em todo o país.

O Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Sindjus) destaca que, enquanto os magistrados recebem novos benefícios, os demais servidores reivindicam reajustes e melhorias das condições de trabalho há alguns anos. Ainda, de acordo com o secretário de Imprensa e Divulgação do sindicato, Fabiano Marranghello Zalazar, os trabalhadores sofrem pressões ao aderirem a greves.

A mobilização não afeta prazos judiciais, já que o atendimento em cartórios, foros, Tribunal de Justiça e MP deve ser mantido, parcialmente, por mais de 30% dos servidores de cada unidade. Depois do protesto no Foro Central, os servidores se reúnem para um almoço coletivo e, no início da tarde, devem distribuir panfletos na avenida Praia de Belas, próximo à rua Aureliano de Figueiredo Pinto, na Capital.