O protesto pede que seja respeitada a data do dissídio, que foi em 1º de junho. “Estamos chegando em agosto e até agora ninguém recebeu nenhum real”, frisa o líder sindical, João Souza. Além disso, a categoria pede o cumprimento da jornada de trabalho de 44 horas semanais, plano de saúde e cesta básica para os trabalhadores da empresa. “Existe Lei Federal que regulamenta a carga horária, mas a empresa não está cumprindo. Motoristas estão ficando 14 horas diárias à disposição. O normal seria cumprir a jornada de 8 horas”, afirma. Na paralisação, o sindicato levou cestas básicas para distribuir aos funcionários da empresa. “Eles não ganham cesta básica e não têm plano de saúde”, diz.
Segundo o líder sindical, o SECOVSEL também deve promover protesto em Canela. “O problema ocorre também na empresa Viação Canelinha. Estamos buscando o cumprimento da lei e o que é direito dos trabalhadores”, frisa.
De acordo com o gerente da Gramado Turismo, Gilnei Garcia, o departamento jurídico da empresa está a caminho para atender os representantes do sindicato. Garcia observa que o protesto pegou todos de surpresa. “Quando chegamos, os portões estavam fechados. Vamos sentar e negociar”, diz. Conforme o gerente, aproximadamente três mil pessoas são transportadas diariamente pela empresa. “O transtorno só não foi maior em função do recesso escolar. Estamos com 14 ônibus na garagem e 23 parados no total. Nossos motoristas estão todos aqui esperando o acordo e a liberação para começar a trabalhar”, afirma o gerente.
Sindicato levou cestas básicas para distribuir aos funcionários da empresa | Crédito: Halder Ramos / Especial / CP