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Protesto do Cpers revela impotência do sindicato para mobilizações, diz Tarso

Cerca de 150 professores cercaram a casa do governador nesta segunda-feira

O governador Tarso Genro criticou com veemência, no início da tarde desta segunda-feira, a postura do Cpers de realizar um protesto em frente a sua casa dele, no início da manhã. Para ele, a atitude desgasta o sindicato dos professores, demonstrando impotência para mobilizações. O magistério entrou na terceira semana de greve, mas o governo garante que o protesto envolve pouco mais de 5% da categoria. Tarso pediu ainda que nas próximas oportunidades os protestos sejam feitos em frente ao Palácio Piratini.

Cerca de 150 professores cercaram a casa do chefe do Executivo, após a decisão do governo do Estado de encerrar as negociações com a categoria. Com carro de som e bandeiras, eles gritaram palavras de ordem e bloquearam o trânsito na rua onde mora Tarso Genro, no bairro Rio Branco. Os professores não foram recebidos pelo governador.

Quando o grupo tentou se aproximar da residência de Tarso, a Brigada Militar utilizou bombas de efeito moral e gás de pimenta. Três professoras precisaram de atendimento médico. Após a dispersão, os professores seguiram em caminhada pelas ruas Dona Laura, Mariante e Goethe até a avenida Protásio Alves, onde bloquearam o trânsito, ação repetida na avenida Osvaldo Aranha e no Túnel da Conceição.

As principais demandas do magistério gaúcho são o pagamento integral do piso nacional do magistério e a formatação de um plano de carreira para os servidores de escola, além da revisão da reforma do Ensino Médio.


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