Um protesto foi realizado hoje na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, para defender o bronzeamento artificial. De acordo com o Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares do RS, "a atividade é aceita em todo o mundo e o Brasil é o único país a exigir avaliação médica, considerada desnecessária". Os manifestantes fizeram cartazes chamando a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu o uso de equipamentos que utilizam tecnologia de emissão de radiação ultravioleta, de ditatorial.
Ainda de acordo com o sindicato, os empresários deixaram de respeitar a legislação "em virtude do descaso da fiscalização". A entidade não reconhece a pesquisa Organização Mundial da Saúde (OMS) que alerta sobre os riscos do bronzemento artificial.
Uma resolução publicada em 11 de novembro, no Diário Oficial da União, revoga norma anterior de 2002 que tornou obrigatória a avaliação médica e proibiu a utilização das câmaras por pessoas com sardas, manchas ou pintas, que tivessem histórico familiar de câncer de pele ou com doenças autoimunes, entre outras limitações.
A decisão foi baseada em dados colhidos na audiência pública aberta pela agência, semanas depois da divulgação de um estudo pela OMS, em que a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc), vinculada à OMS, alertou para o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, que passou de causa provável para causa concreta de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.
Protesto em Porto Alegre defende bronzeamento artificial
Sindicato de Salões de Cabeleireiros diz que atividade é aceita no mundo todo