Os usuários da Trensurb que embarcaram pela estação São Leopoldo na manhã de desta sexta-feira não pagaram passagem, entre às 8h e 9h. A ação ocorreu como forma de protesto por parte do Sindimetrô, que esteve com cartazes no saguão do terminal, entregando panfletos aos passageiros com as demandas da categoria.
“Trabalhamos com medo, e sentimos isso também por parte do usuários. Os assaltos e casos de violência tem sido cada vez maiores, dentro dos trens, e estações”, explicou o presidente da entidade, Luis Henrique Chagas. Segundo ele, na última segunda-feira a estação São Leopoldo foi assaltada por dois homens armados durante a noite, e no mesmo dia, dois jovens praticaram assaltos a passageiros entre os terminais Rodoviária e São Pedro, sendo contidos por usuários do trem.
Além de mais segurança, os funcionários da Trensurb pedem a admissão imediata dos candidatos aprovados no último concurso público realizado pela entidade. “Temos um déficit de 150 profissionais. Desde 2013 estamos com cinco novas estações, um fluxo de 20 mil passageiros a mais, só na região do Vale do sinos, e não tivemos nenhuma contratação”, explica Chagas.
O major André Stein, que atua no 25º Batalhão de Polícia Militar de São Leopoldo confirma que tem crescido o número de ocorrências de assalto nas imediações ou dentro das estações. “As estações São Leopoldo e Rio do Sinos fazem parte do nosso itinerário diário, com mais de três ronda por dia, em diferentes horários”, salienta. Segundo levantamento dos metroviários, somente no mês de setembro foram registrados assaltos em três bilheterias, de um total de 22 terminais.
Os locais alvos da ação de bandidos foram as estações Rios do Sinos, São Leopoldo, e Luiz Pasteur, sendo que todos os casos ocorreram entre às 18h e 22h. Em nota, a Trensurb diz que trabalha articulada com os órgãos de segurança pública para prevenir, coibir e responder a situações de ação criminosa no sistema metroviário.
Quanto à manifestação promovida pelo Sindimetrô-RS , a empresa informa que, durante a ação, cerca de 2,7 mil usuários acessaram o sistema por meio da cancela que foi aberta pelos manifestantes. A empresa estuda as medidas judiciais cabíveis.
Protesto libera passagens na Trensurb por uma hora em São Leopoldo
Manifestantes fizeram ato por mais segurança na estação