A maior dificuldade da duplicação é a remoção das 1,4 mil famílias que ocupam áreas adjacentes à pista, principalmente próximo ao viaduto sobre a ERS 020. “É um processo lento e difícil. Estamos procurando lugares para reassentar as 1,4 mil famílias”, explicou Frison.
Em casos extremos, o governo reconhece que deverá partir para outro sistema, que é o de aluguel social. “As casas precisam ser construídas pelo programa federal Minha Casa Minha Vida ainda. Os casos mais urgentes vamos partir para o chamado aluguel social”, comentou.
Num ritmo de cerca de 180 metros de concretagem por dia, o secretário Albuquerque prevê que a conclusão das obras devem ocorrer até o fim do governo. “Este trecho está bastante judiado, que legitima a indignação das pessoas. Precisamos terminar a nova pista para poder destruir a velha e refazê-la. Mas ainda temos que remover muitas famílias”, admitiu.
De acordo com Albuquerque, na medida em que partes da pista fiquem prontas, a solução pode ser utilizar a nova e a velha. “Os problemas da 118 são muitos, interferem em várias áreas, da construção ao planejamento. Viemos fazer o reconhecimento de quais são as atribuições e responsabilidade de cada um, tanto das empreiteiras quanto do Estado. São R$ 200 milhões de investimento nesta via”, afirmou. Sobre o trecho que vai de Viamão a Gravataí, o secretário disse que ainda precisa ser feito o projeto.