O ato desta quinta, que prevê uma caminhada em direção ao Centro, protesta a partir das 17h contra a suposta derrubada de dez casas na região para a duplicação da avenida Tronco, uma das obras para a Copa do Mundo de 2014. Até as 18h30min de hoje, 2,8 mil pessoas haviam confirmado presença, via Facebook, na manifestação.
“Muitas famílias terão prejuízo”, acredita presidente
“A população da região está apreensiva em relação ao movimento pelo o que se vê na televisão. Nós entendemos que se isso acontecer no escritório (da obra de duplicação) da Tronco, muitas famílias terão prejuízos nos seus procedimentos de bônus moradia e indenização. Por isso, decidimos não fazer parte desse movimento”, frisou Santos, que ressaltou que as discussões entre a Associação e o Executivo ocorrem há pelo menos quatro anos.
Devido às obras de duplicação da avenida Moab Caldas – antiga avenida Tronco – cerca de 400 famílias já deixaram as residências. O presidente do grupo explica que alguns moradores foram realocados para residências situadas na região e outros chegaram a voltar para os estados de origem, como Bahia, Acre e Rondônia.
Bloco de Lutas crê em participação de moradores
Já o presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e integrante do Bloco de Luta pelo Transporte Público, Matheus Gomes, adiantou que um encontro com as demais lideranças da região deve aproximar os dois lados para que o protesto ocorra nesta quinta-feira. Mesmo com a negativa da Associação de Moradores da Vila Tronco, ele disse acreditar em adesão local.
“É um tanto quanto equivocada a postura do presidente da Associação porque a luta agora contra o aumento das passagens e dos investimentos públicos ganhou uma amplitude muito grande em vários setores da sociedade. Integrantes da comunidade (da vila Tronco) ajudaram a organizar o protesto. Acreditamos que vai ter sim uma adesão da comunidade para participar da manifestação”, destacou.
EPTC garante circulação de ônibus
Mesmo com o protesto, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) garante manter as linhas de ônibus da região, mas adiantou que desvios em determinados itinerários podem ocorrer caso alguma via seja bloqueada.