A maior parte dos manifestantes faz parte do chamado Black Blocs, vestidos de preto e com rostos cobertos. Por diversas vezes, eles tentaram jogar rojões contra os policiais, que estão dentro do palácio com escudos e capacetes e também posicionados do lado de fora, para tentar identificar autores de vandalismo.
Os policiais avançaram contra o grupo para dispersá-los e, na fuga, os manifestantes iniciaram uma série de depredações, ateando fogo em lixeiras, placas de publicidade e em uma banca de revistas. A Tropa de Choque foi acionada e dispersou os manifestantes jogando bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Grupos em fuga seguem pelas ruas internas do bairro de Laranjeiras e em direção ao Largo do Machado, espalhando lixo pelas ruas e quebrando garrafas.
Os manifestantes protestaram contra a eleição do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) para a presidência da comissão parlamentar de inquérito (CPI) dos Ônibus na Câmara Municipal do Rio. Eles reivindicam que o cargo seja ocupado pelo vereador Eliomar Coleho (PSOL), que propôs a instalação da CPI. Pela tradição parlamentar, o cargo deveria ter sido ocupado pelo autor da proposta. Eles ainda cobram providências sobre o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, após ser levado por policiais militares para averiguação na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.
Como tem sido usual, o protesto começou com uma passeata pelas ruas do centro da cidade. O grupo passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o tribunal de Justiça Estadual antes de se concentrar em frente à sede do governo.