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Protesto paralisa produção de tratores em Canoas

Cerca de 2 mil funcionários da Massey Fergusson pararam de trabalhar às 5h

Aproximadamente 2 mil pessoas participam de ato público em frente aos portões da fábrica de tratores Massey Fergusson, na avenida Guilherme Schell, em Canoas, desde as 7h desta terça-feira. A produção, no entanto, está paralisada desde as 5h, quando os metalúrgicos fecharam os portões. Eles reivindicam um reajuste salarial de 13,4%, que contempla o aumento da inflação (de 6,3%) e o crescimento do Produto Interno Bruto (de 7,4%).

A categoria terá reunião com o Sindicato Patronal de Canoas na manhã desta quarta-feira, mas apenas as cláusulas sociais serão discutidas. Esse será o terceiro encontro entre empregados e patrões. O dissídio ocorre ainda neste mês. Por volta das 9h, haverá uma assembleia e, depois, os trabalhadores devem voltar aos seus postos.

A manifestação é reforçada por 600 agricultores familiares que participam de marcha iniciada ontem em Tabaí. Eles devem permanecer em Canoas nas próximas horas e depois retornam para o Parque de Exposições, em Esteio, onde passaram a noite.

Lá, almoçarão e definirão se a marcha em direção às proximidades de Porto Alegre seguirá, à tarde, pela avenida Guilherme Schell ou pela BR-116. A marcha chega à Capital nesta quarta-feira, a partir das 7h, quando mais de 3 mil pequenos agricultores de todo o Estado se reunirão. Eles reivindicam a renegociação da dívida rural.

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