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Protesto pede segurança após morte em frente a colégio em Porto Alegre

Funcionários do Posto de Saúde IAPI denunciam falta de efetivo na comunidade

Protesto pede segurança após morte em frente a Colégio em Porto Alegre
Protesto pede segurança após morte em frente a Colégio em Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
Cerca de 50 pessoas realizaram um protesto contra a violência na região, na manhã desta sexta-feira, em frente ao Posto de Saúde IAPI, localizado na rua Três de Abril, na zona Norte de Porto Alegre. A unidade de saúde fica em uma via paralela ao colégio Dom Bosco, local onde na noite de quinta-feira, Cristine Fonseca foi morta em um latrocínio ao buscar o filho na escola.

Os trabalhadores denunciaram, em diversas faixas, a situação de insegurança que já faz parte do cotidiano. Segundo eles, os relatos das ocorrências de crimes são corriqueiros entre profissionais e pacientes. “Assaltos e roubos de carros já viraram situações do cotidiano. Nesta sexta, mais cedo uma funcionária terceirizada foi assaltada quando chegava ao posto”, afirmou o diretor da associação dos servidores da unidade, André Behle.

Ele conta que a morte de Cristine gerou intensa indignação e tristeza entre os funcionários. “É, em primeiro lugar, um ato de solidariedade, mas também para denunciar o sucateamento da segurança pública e a sensação de insegurança que predomina. Precisamos cobrar segurança mínima para trabalhar”, afirmou.

Uma das preocupações é em relação ao fato de que não há seguranças na unidade, apenas porteiros. Além disso, como não há estacionamento, os veículos ficam estacionados na rua, o que facilita a ação de criminosos, relatou Behle. Há relatos ainda de assaltos no trajeto entre o Posto e a avenida Assis Brasil, onde muitos funcionários e pacientes pegam o transporte coletivo.