Com megafones e a repetição da frase “se a passagem aumentar Porto Alegre vai parar” e cartazes com frases do tipo “fui roubado, andei de ônibus” a caminhada começou às 18h40min no Largo Glênio Peres e foi pela ruas Júlio de Castilhos, Voluntários da Pátria e Vigário José Inácio. Depois seguiu pelas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros até a prefeitura. Apesar da ação de organização da Brigada Militar, o trânsito engarrafou justamente na hora da saída de milhares de trabalhadores do emprego.
Manifestantes denunciaram abuso no pedido da nova tarifa dos coletivos em passeata no Centro | Foto: Mauro Schaefer
À população um folheto foi distribuído. Informava, por exemplo: “Você sabia que em 1994 a passagem custava apenas R$ 0,37 e aumentou 620,27% até 2012 e que no mesmo período o INPC aumentou 279,82%”. Organizado pelo Bloco de Luta em Defesa do Transporte Público, com o Bloco Anarquista, Central Sindical e Popular, UNE Juventude do PT, PSTU e rodoviários, ação pedia redução da tarifa já, defesa do meio passe estudantil e do passe livre para idosos, manutenção das mesmas linhas de ônibus nos dias úteis nos fins de semana e uma série de reivindicações.
Ao longo de sua trajetória a manifestação incentivada pelas redes sociais engrossou e reuniu mais de 1 mil pessoas. Em frente ao prédio da sede municipal, os protestos e críticas foram, além de ruidosos, carregados e fortes contra o prefeito José Fortunati.