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Protestos contra reajuste da passagem seguem nesta terça em Porto Alegre

Manifestantes denunciaram abuso no pedido da nova tarifa dos coletivos em passeata no Centro

Protestos contra reajuste da passagem seguem nesta terça em Porto Alegre
Protestos contra reajuste da passagem seguem nesta terça em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
Usuários de ônibus da Capital devem estar preparados: haverá transtornos no transporte público na manhã desta terça-feira. “Porto Alegre não vai parar, mas vai andar devagar, principalmente entre às 7h e 9h”, avisou o diretor sindical da CUT, conselheiro municipal dos Transportes e motorista da Carris, Luis Afonso Martins. Participante no final da tarde desta segunda-feira, junto a mais de 300 pessoas, de manifestação no Centro contra o pedido de reajuste de 15,8% –dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,30 para a passagem dos ônibus – ele não define o movimento como uma greve. “Mas a nossa ação de protesto envolverá todas as linhas em diversos lugares”, acrescentou.

Com megafones e a repetição da frase “se a passagem aumentar Porto Alegre vai parar” e cartazes com frases do tipo “fui roubado, andei de ônibus” a caminhada começou às 18h40min no Largo Glênio Peres e foi pela ruas Júlio de Castilhos, Voluntários da Pátria e Vigário José Inácio. Depois seguiu pelas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros até a prefeitura. Apesar da ação de organização da Brigada Militar, o trânsito engarrafou justamente na hora da saída de milhares de trabalhadores do emprego.


Manifestantes denunciaram abuso no pedido da nova tarifa dos coletivos em passeata no Centro | Foto: Mauro Schaefer

À população um folheto foi distribuído. Informava, por exemplo: “Você sabia que em 1994 a passagem custava apenas R$ 0,37 e aumentou 620,27% até 2012 e que no mesmo período o INPC aumentou 279,82%”. Organizado pelo Bloco de Luta em Defesa do Transporte Público, com o Bloco Anarquista, Central Sindical e Popular, UNE Juventude do PT, PSTU e rodoviários, ação pedia redução da tarifa já, defesa do meio passe estudantil e do passe livre para idosos, manutenção das mesmas linhas de ônibus nos dias úteis nos fins de semana e uma série de reivindicações.

Ao longo de sua trajetória a manifestação incentivada pelas redes sociais engrossou e reuniu mais de 1 mil pessoas. Em frente ao prédio da sede municipal, os protestos e críticas foram, além de ruidosos, carregados e fortes contra o prefeito José Fortunati.

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