Em uma movimentação clara de defesa ao governo federal, milhares de pessoas participaram de vários atos distribuídos por Porto Alegre nesta manhã. As maiores ocorreram no Largo Glênio Peres e na Praça da Matriz, ambos no Centro da cidade. Organizados principalmente pela CUT e pela CTB, os atos tiveram apoio ainda de diversos movimentos sociais que já estavam na Capital, como a Via Campesina e o MST.
Contrários aos atos em defesa ao governo federal, foi realizado, quase simultaneamente, um protesto independente em frente ao Paço Municipal e ao Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre. Denominado “ato classista independente”, as lideranças do movimento fizeram críticas aos governo nas suas três esferas - municipal, estadual e federal. As lideranças buscaram deixar em evidência que o movimento não apoia o PT e nem os partidos de direita.
Na Prefeitura, o ato começou por volta das 9h30min e, conforme o outro protesto crescia no Largo Glênio Peres, o grupo optou por seguir até o Palácio Piratini, onde ficaram até pouco depois do meio dia. Chegou a haver encontro entre os dois movimentos distintos, mas não foi registrada confusão. Na caminhada, o grupo foi acompanhado por integrantes da Brigada Militar e do Batalhão de Operações Especiais (BOE), mas não foram registrados confrontos.
As críticas do ato independente tiveram como alvo as medidas adotadas pelos governo da presidente Dilma Rousseff, como as medidas provisórias que alteram os direitos trabalhistas e os ajustes fiscais. Os manifestantes pediram ainda que sejam ampliadas as investigações sobre os casos de corrupção envolvendo dinheiro público.
Também foram feitas denuncias às ações do governador José Ivo Sartori e do prefeito José Fortunati. O ato concentrou diversos sindicatos, como o dos Municipários de Porto Alegre, dos Servidores da Ufrgs e da Saúde, Conlutas, Sindicaixa e Sindimetrô-RS.
Protestos reúnem diferentes movimentos e sindicatos em Porto Alegre
Grupos se reuniram em frente ao Palácio Piratini no começo da tarde desta quinta