• Leia mais sobre os protestos pelo Brasil
No Distrito Federal (DF), manifestantes foram ao espelho d'água do Congresso Nacional. Muitos levantaram faixas e cartazes contra a PEC 37. No Centro, a Marcha das Vadias reuniu mais de 2 mil pessoas. O protesto sugere que as mulheres quebrem o silêncio e denunciem a violência a que são submetidas.
Munidas de faixas e cartazes, as participantes pediram que a sociedade reconheça a autonomia das mulheres sobre seus corpos e combata a ideia de que a roupa ou o comportamento justifiquem violência contra elas. Bandeiras contra o projeto da "cura gay", que tramita no Congresso Nacional e autoriza psicólogos a tratar homossexuais com o objetivo de curá-los, e o Estatuto do Nascituro também foram levantadas.
Aos gritos de “vem pra rua contra o machismo” e “a violência contra mulher não é o mundo que a gente quer”, o grupo se comportou de forma pacífica, segundo a Polícia Militar (PM). Um efetivo de 100 homens foi empregado para acompanhar o protesto. Além da capital federal, este ano, a Marcha das Vadias já ocorreu em São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Aracaju, no Recife, em Uberlândia, Guarulhos e outras cidades brasileiras.
Em SP, grupo fecha avenida Paulista
Um grupo fechou as duas pistas da avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Os participantes protestaram contra a PEC 37. Inicialmente, eles fecharam a avenida no sentido rua da Consolação e depois ampliaram a interdição para os dois sentidos.
A PM estima que 30 mil pessoas participaram do ato. Ainda segundo a PM, outro protesto na capital paulista foi feito por cerca de 60 motociclistas, na avenida Pedro Álvares Cabral, em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A via, no entanto, não precisou ser bloqueada.
Grupo acampa em frente a prédio de governador do Rio
Já no Rio, um grupo de 40 manifestantes se reuniu e acampou no Leblon, zona sul, próximo ao apartamento do governador Sérgio Cabral. Um dos organizadores da manifestação, o estudante de direito da PUC do Rio João Pedro Menezes disse que a intenção é permanecer no local até segunda feira. "O povo acordou e esta é a hora de dizer que a gente não concorda com esta política que está aí" disse.
Com informações da Agência Brasil e Agência Estado