Bastou as empresas de ônibus pedirem o reajuste de 18% à EPTC que o PSol já engatilhou sua ação para barrar o aumento. Como prometido, o deputado estadual Pedro Ruas estava nesta terça concluindo o documento jurídico, juntamente com a vereadora Fernanda Melchionna, contra alterações no transporte público de Porto Alegre sem a licitação determinada pela justiça.
"Este pedido é um abuso de empresas que já boicotaram duas licitações, atuando à margem da lei", enfatizou Ruas. "Eles são donos de uma atividade sem arcarem com o ônus, que seria, no mínimo, submeterem-se a uma licitação", avaliou o parlamentar.
Para Ruas, mesmo após uma licitação, os 18% sugeridos estariam muito acima do aceitável. "É um valor absurdamente elevado de um cartel que visa lucro em detrimento da população usuária do transporte coletivo", criticou.
O PSol deverá acionar a justiça contra qualquer tipo de reajuste ainda nesta semana, mesmo sem previsão da resposta da prefeitura sobre a passagem. "Vamos entrar com essa ação judicial, na pior das hipóteses, na quinta-feira", projetou. "Estamos reunindo dados nacionais para ter conteúdo e subsídios. Temos muita confiança de obter sucesso", garantiu Ruas.
O deputado reforçou o que classifica como "atividade ilegal" das empresas de ônibus. "Existe ainda o agravante de que eles boicotaram duas licitações. É um agravante pesado em uma atividade pública e delegada", frisou. "Enquanto não entrarem em licitação, não pode ter aumento tarifário."
PSol deve entrar com ação contra aumento de ônibus até quinta-feira
Pedro Ruas critica "boicote" a licitações e afirma que pedido de reajuste é "um abuso"