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PSol tenta reverter na Justiça alta na passagem de ônibus

Centro de Porto Alegre teve protesto contra reajuste da tarifa nesta segunda-feira

Centro de Porto Alegre teve protesto contra reajuste da tarifa nesta segunda-feira
Centro de Porto Alegre teve protesto contra reajuste da tarifa nesta segunda-feira Foto : Mauro Schaefer
O deputado Pedro Ruas (PSol), um dos autores da liminar que barrou o reajuste da passagem de ônibus por 35 dias na Capital, irá protocolar nesta terça-feira um Agravo Regimental no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A intenção é reverter a decisão que autorizou a cobrança da tarifa de R$ 3,75 a partir do dia 30 de março.

Ruas pretende alegar que a decisão foi unilateral e também reforçará a questão de o Conselho Municipal de Transporte Urbano, o Comtu, não ter sido ouvido antes da autorização do reajuste das tarifas. No dia 22 de fevereiro, a passagem de ônibus pulou de R$ 3,25 para R$ 3,75, valor que acabou sendo suspenso por liminar a partir do dia 25 daquele mês.

Na semana passada, no entanto, o TJ decidiu favoravelmente à Prefeitura de Porto Alegre que já havia perdido recursos nas outras duas instâncias jurídicas. Além do Agravo Regimental, corre também na Justiça a ação principal do PSol para suspender definitivamente o aumento das passagens. Essa ação deverá ser analisada pelo Judiciário em até seis meses.

Em meio à polêmica da passagem, pela sexta vez neste ano, o Bloco de Luta pelo Transporte Público se manifestou em frente à Prefeitura para demonstrar a insatisfação com o aumento da tarifa de ônibus. Depois de mais de uma hora reunido no Paço Municipal, perto das 19h, o grupo começou a caminhar pela Borges de Medeiros carregando faixas e cantando para chamar atenção dos usuários que lotavam as paradas de ônibus, na área central da cidade.

O manifestante Júlio Câmara argumentou que as melhorias na frota não estão à altura do aumento da passagem. “O preço maior não se justifica porque não tivemos melhorias reais no serviço prestado. Teremos ar- condicionado em todos os veículos só daqui a dez anos, sem falar que fomos reprimidos, em frente à EPTC, quando tentamos falar com o Conselho Municipal de Transporte Urbano, o Comtu, no dia em que eles tratavam do aumento da tarifa”, lembrou Câmara, que pertence ao coletivo Juntos e coordena o DCE da Ufrgs.

Os manifestantes caminharam até o Largo Zumbi dos Palmares. O trânsito ficou lento nas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros, mas logo foi liberado. O grupo se dispersou ao chegar ao largo. Não houve confronto ao longo do percurso.