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Quarenta e nove pessoas já morreram afogadas em rios e lagos gaúchos neste ano

Contagem não inclui acidentes no mar

De janeiro até hoje, 49 pessoas morreram afogadas em rios, lagoas ou açudes do Rio Grande do Sul. No ano passado foram 196 mortes. Nesta estatística, divulgada nesta quinta-feira pelo Corpo de Bombeiros, é contado os locais onde há necessidade da ação de mergulhadores, não entrando as ocorrências no mar, onde pela topografia, de acordo com o major Jarbas Ávila, não há ação de mergulho como acontece na água doce.

Conforme o oficial, a chegada do calor propicia uma ocorrência maior de afogamentos. As pessoas, especialmente as que não têm o costume de ir para o litoral, procuram os rios, lagos ou açudes para nadar. Porém a topografia destes cursos de água doce são traiçoeiras. “Existem, nos leitos dos rios, muitos buracos, valos entre outros obstáculos”, analisa o oficial. “Quem não conhece muito bem o lugar, acaba entrando e, muitas vezes, tendo problemas, às vezes fatais”.

Formatura

Nesta sexta-feira, estarão se formando nove novos mergulhadores. Conforme Ávila, a turma começou com 19 aspirantes, que no decorrer do curso foram desistindo. Com a parte física e teórica do curso tendo uma exigência extrema, comentou Ávila, muitos calouros acabam solicitando para sair. “Não colocamos ninguém para fora do curso”, salientou o major.

“Os alunos é que pedem para deixar o curso por não aguentar o ritmo forte de exercícios, tanto físicos como teóricos”. Ávila explicou que os formandos irão reforçar o contingente do comando dos bombeiros em Santa Maria, Passo Fundo e Rio Grande.

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