O coordenador da Regional Porto Alegre dos Jogos, Alvino Alves Sant’ana, destacou a importância da iniciativa. “O objetivo é promover a descoberta de novos talentos no Brasil, incentivando o ingresso dos jovens nas áreas científicas e de tecnologia”, afirmou.
Na edição do ano passado, o Rio Grande do Sul obteve 28 medalhas de ouro e ficou em sexto lugar no ranking nacional. Sant’ana salientou um aspecto diferente no Rio Grande do Sul: “em outras competições, os medalhistas ficaram concentrados na Região Metropolitana. Nesta, vários municípios gaúchos tiveram estudantes premiados”, comparou.
Professora de Matemática há 39 anos, Maria Amélia Conte leciona atualmente no Colégio Júlio de Castilhos. Ela contou que os alunos participam com orgulho de divulgar o nome da instituição. “O grupo mais identificado com as Ciências Exatas se mobiliza para fazer bonito. Ser do Julinho faz diferença para eles”, enfatizou.
No ano passado, o Estado obteve 28 medalhas de ouro e ficou em sexto lugar no ranking | Crédito: Pedro Revillion
Outro experiente docente, Adair Schwambach é professor desde 1975 em Novo Hamburgo e destacou que a iniciativa não testa os conhecimentos dos alunos. “A meta é desenvolver a capacidade de resolver problemas através do raciocínio lógico, sem ficar preso às fórmulas”, comentou, acrescentando que os jovens ficam empolgados. “Imagine uma turma que recebe como prêmio uma viagem para o Rio de Janeiro. Em 2010, eles conheceram inclusive o presidente da República. Eles voltam nas nuvens”, contou.
Aluno do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Piratini, em Porto Alegre, Gustavo Pluchi da Silva, de 16 anos, participou pela terceira vez das Olimpíadas. Para ele, o evento estimula uma disciplina das mais temidas pelos estudantes. “Desde criança gosto de resolver problemas. Descobrir maneiras próprias de resolver as questões propostas é a parte mais interessante”, contou ele que, em 2012, vai prestar vestibular. “Ainda não tenho certeza da carreira, mas vai envolver a parte lógica.”