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Questões burocráticas deixam crianças anos na fila de espera de doações

Em Porto Alegre, 650 menores aguardam para serem adotados

Dado foi revelado na audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos na Assembleia
Dado foi revelado na audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos na Assembleia Foto : Juarez Júnior / Agência AL RS / Divulgação / CP
Pelo menos 650 crianças estão disponíveis para adoção em Porto Alegre, mas questões burocráticas faz com que estes jovens fiquem anos na fila de espera. A avaliação é da presidente do Instituto Amigos de Lucas, Rosi Prigol, que nesta quarta-feira participou da audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos que tratou do cadastro nacional de adoção no Estado. Conforme Rosi Prigol, cerca de 1.650 pessoas estão cadastradas para adotar uma criança na Capital. No Estado, são mais cinco mil pessoas habilitadas.

Segundo ela, a burocracia como a falta funcionários no Poder Judiciário para tratar exclusivamente do cadastro nacional de adoção e o processo de destituição que é longo em Porto Alegre faz com que as crianças não sejam adotadas. “Na Capital, ainda se privilegia a família de origem que nunca teve cuidado com a criança”, ressaltou.

Conforme a presidente do Instituto Amigos de Lucas, não é permitido pela Justiça que as famílias habilitadas em adotar uma criança possam visitar os abrigos da Capital para que possam conhecer o futuro filho. “É um absurdo que as famílias não possam conhecer as instituições de acolhimento”, lamentou.

A deputada Manuela d´Ávila (PCdoB), proponente da audiência pública, o encontro foi realizado para discutir a situação das crianças “aptas” a serem adotadas. Não é possível tanta burocracia em Porto Alegre, o que obriga as famílias a se dirigem a outros estados para realizarem a adoção”.

Conforme a deputada, um exemplo bem sucedido de adoção acontece na cidade de Farroupilha que mais agilmente incluiu crianças no cadastro de adoção. “Queremos promover um encontro entre pessoas que querem dar amor e as crianças que merecem e tem o direito legal de participar de uma família”, acrescentou.