Geral

Quiosques do Litoral Norte registram queda nas vendas no Natal

Comerciantes disseram que o feriado natalino foi bastante fraco

O comércio dos quiosques da beira da praia no Litoral Norte registrou queda no Natal deste ano. Em comparação com o ano passado, os comerciantes dizem que o feriado natalino foi bastante fraco. Até mesmo no quiosque da Leoni Magno da Rosa, de 59 anos, o famoso "quiosque da Gorda", o movimento caiu cerca de 50% em relação ao ano anterior. "Eu tenho um lema: nunca reclamar de nada, mas este ano foi fraco", disse Rosa. Segundo ela, o vento atrapalha bastante o movimento.

Rosa ainda passou por um sério problema em 2016, em junho seu quiosque original foi incendiado e ela teve que reconstruí-lo, o que levou dois meses. "Criminalmente colocaram fogo no meu quiosque e perdi tudo que eu tinha, mas estou aqui, firme e forte, há 41 anos - completados no último sábado, dia 24", destacou. No Natal ela pediu licença para os clientes e foi passar a meia-noite com a família. "No Ano Novo é diferente, vamos trabalhar 48 horas seguidas", ressaltou Rosa. Gorda afirma que o verão será maravilhoso. "A crise a gente vai tirar de letra", disse. De acordo com a proprietária de um dos quiosques mais famosos de Tramandaí, o que mais sai da sua cozinha é violinha, xis e a la minuta. "Isso aqui virou um restaurante, antigamente o carro chefe era o milho", explicou.

No quiosque do Valmor o movimento também foi fraco no final de semana do Natal. "Não tinha muito movimento na beira", destacou Valmir Dias, de 52 anos, que assumiu o quiosque de seu irmão, Valmor, quando o mesmo faleceu. Apesar disso, Valmir usou a criatividade e colocou uma caixa de som em frente ao estabelecimento para atrair os clientes.

De acordo com Valmir, a forte ressaca que atingiu o Litoral Norte em outubro prejudicou o movimento. "Ano passado foi bem melhor", disse. O quiosque, que também é tradicional na beira-mar de Tramandaí, faz parte da família há 25 anos. Segundo Valmir, as caipiras de abacaxi, morango, maracujá e limão são as mais procuradas pelos banhistas. "Sai muita caipira, batata frita, violinha e pastel", ressaltou. Valmir já definiu que no Ano Novo o quiosque ficará aberto até pelo menos 2h da madrugada. "O outro dia é corrido, não podemos ficar a noite toda, mas espero que o movimento seja melhor", destacou.