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Réus de acidente com ônibus escolar em Erechim não irão a júri popular

Advogado que representa famílias de 14 vítimas acredita que decisão monocrática é mais isenta

Os réus no processo do acidente com um ônibus escolar em Erechim que provocou a morte de 16 crianças e uma monitora em setembro de 2004 não irão mais a júri popular. O Tribunal de Justiça decidiu que os proprietários da empresa de ônibus e o motorista irão a julgamento do juiz da vara criminal de Erechim. O advogado Irineu Gehlen, que representa as famílias de 14 vítimas do acidente, acredita que "o julgamento monocrático é melhor". "O julga com total isenção, enquanto muitas vezes o tribunal do júri é induzido ao erro."

Gehlen disse que já recebeu contato de familiares das vítimas, que se mostraram decepcionados com a decisão do TJ. Ele acredita que o Ministério Público irá recorrer. “De nossa parte não iremos recorrer para não prejudicar o andamento do processo."

O acidente

No dia 22 de setembro de 2004, um ônibus que fazia o transporte escolar em Erechim caiu no lago da barragem da Corsan. Estavam no coletivo, além do motorista, 31 alunos (crianças e adolescentes) e uma monitora. O acidente aconteceu por volta das 7h da manhã. Morreram 16 adolescentes e a monitora. A perícia concluiu, na época, que as condições da estrada eram inadequadas, a velocidade incompatível para o local e que haveria falhas mecânicas no veículo.