Segundo o diretor da autarquia, Antônio Kiwal Parera, é possível retomar a distribuição normal de água, porque o nível da Barragem da Sanga Rasa, principal reservatório da cidade, está agora com apenas 1,8 metro abaixo da normalidade e a descida das águas da chuva dessa segunda-feira deverá aumentar o volume. As barragens Emergencial e Piraí estão cheias. Parera lembrou que o déficit hídrico começou há um ano e a situação se agravou tanto, que só restou ao Daeb o racionamento.
Inicialmente foram 12 horas diárias sem água, mas em momentos mais agudos da crise, a interrupção no abastecimento chegou a 15 horas. A cidade foi dividida em dois setores, o primeiro abastecido das 3h às 15h e o segundo, das 15h às 3h. O diretor comemora o fato de não ter sido necessário suspender as aulas, nem as obras em construção, o que geraria muito desemprego na cidade.
A Estação de Tratamento de Água (ETA) registrou 26 milímetros de precipitação nas últimas 24 horas. O mês de julho encerrou com 117,5 mm de chuva, enquanto que a média histórica é de 148 mm. Mesmo com a recuperação das barragens, o déficit pluviométrico continua superior a 800 mm, já que desde agosto de 2010 não chove acima da média histórica. “Nesse momento, queremos agradecer a colaboração da comunidade de Bagé, que nos apoiou nestes sete meses de racionamento e a todos os funcionários do Daeb pelo trabalho realizado neste turbulento período”, enfatizou Antônio Kiwal Parera. O diretor destacou também que ainda é necessário ter cautela, monitorando os índices de precipitações e os níveis das barragens a fim de garantir o abastecimento no verão.