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Raio-x dos bombeiros: Pelotas atende mais 12 cidades

Outras duas unidades descentralizadas atuam em Santa Vitória e Jaguarão

Em Rio Grande, há bons equipamentos para corporação
Em Rio Grande, há bons equipamentos para corporação Foto : Fábio Dutra / Especial / CP
No penúltimo dia da série de reportagens sobre a situação dos Bombeiros no Estado, apresentaremos um raio-x de algumas unidades das regiões Central e Sul. Amanhã encerramos com um quadro da região Metropolitana. Com um efetivo de 101 homens, o Corpo de Bombeiros de Pelotas possui cinco viaturas pesadas de combate ao fogo, com capacidade média de 5 mil litros cada uma, e atende além de Pelotas a outros 13 municípios da região Sul. De acordo com o comandante, major Sandro da Cunha Euzébio, nessa área de atuação existem duas unidades descentralizadas, uma em Santa Vitória do Palmar e outra em Jaguarão, cada uma com um caminhão. As três juntas atendem 19 municípios.

Segundo o major, outras duas unidades estão em fase de estruturação em Canguçu e São Lourenço do Sul. Cada unidade conta com um caminhão - adquiridos por meio de recursos da Consulta Popular. Ele diz que as prefeituras destes municípios se mobilizam no sentido de providenciar os prédios. A unidade de São Lourenço do Sul está numa fase mais adiantada, pois no final do mês de abril foi assinada a ordem de início das obras do quartel. O investimento da prefeitura é superior a R$ 600 mil na construção da sede, que será instalada junto à Brigada Militar. Em Canguçu, a prefeitura ainda está em fase de elaboração do projeto.

Existem iniciativas isoladas nos municípios de Pinheiro Machado e Piratini para a instalação de unidades de Bombeiros, já que dependem das corporações de Pelotas e Rio Grande no caso de incêndios. No primeiro, uma Comissão Especial da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Paulo Alves, está tratando do assunto. "Desde janeiro, foram mais de dez sinistros, em casas, assentamento e até um caminhão-cegonha pegou fogo na entrada da cidade. Todos com perda total", recorda ele. Alves explica que nas ocorrências de foto, pessoas da própria comunidade se encarregam de combater as chamas, com extintores, mangueiras e baldes d'água. Recentemente foram indicados junto ao Ministério da Integração Nacional (MIN) recursos para a aquisição de um caminhão.

Em Piratini, um grupo organiza a primeira corporação de Bombeiros voluntários do município. Um comitê, formado por sete alunos da Associação Nacional de Sapadores-Bombeiros (ANSB), trabalha para estruturar um quartel na cidade. De acordo com um dos membros do comitê, Nael Rosa, nos últimos incêndios registrados no município, dois nos últimos três meses, o tempo de resposta dos Bombeiros de Pelotas foi em média de uma hora e meia. Para formar a primeira corporação, em Piratini, foi realizado um curso de 30 horas/aula para dez alunos nomeados membros do grupo.

Plano integrado em Rio Grande

O Corpo de Bombeiros de Rio Grande, que está completando 100 anos em 2013, hoje tem os equipamentos de que necessita para o trabalho de rotina e, caso ocorra um incêndio de grande proporção, mobiliza recursos das três estações da corporação existentes na cidade e do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) - formado por empresas e órgãos das áreas portuária e retroportuária e do Distrito Industrial de Rio Grande. A informação é do capitão Cláudio Alonso, comandante do 1 Subgrupamento de Combate a Incêndio (1 SCI), segundo o qual o problema é sempre defasagem no efetivo.

Faltam em média de 25% a 30% do necessário. Porém, essa defasagem é compensada com horas extras. "Já tivemos incêndios grandes e atendemos bem. Nenhuma estação de bombeiros tem condições de combater um incêndio de grandes proporções. Em Rio Grande, se ocorrer, mobilizamos as outras duas estações e podemos acionar o PAM", ressalta. As três seções são a Central, a do Trevo e a do Cassino. O comandante afirma que todos os bombeiros têm Equipamento de Proteção Individual (EPI) e que as guarnições de combate contam com Equipamentos de Proteção Respiratória (máscaras) - dois a três em cada estação. "Não há máscara para todos, mas nem todos precisam usar. Só os que têm que entrar em locais saturados de fumaça. Além disso, havendo necessidade podem ser realocadas das unidades e temos o PAM, que colabora e tem quantidade considerável desses equipamentos", diz.

Segundo Cláudio, em razão de a cidade ter característica industrial as empresas precisam ter brigadistas e equipe de Enfermagem. Lembrando do incêndio que atingiu o prédio da prefeitura em abril de 2006, e que destruiu parcialmente o imóvel histórico (já recuperado), ele entende que a dificuldade para o combate de um incêndio deste porte seria o tempo de deslocamento das equipes do Trevo e do Cassino.

A corporação em Rio Grande tem uma autoescada mecânica, de 28 a 30 metros, e uma plataforma (cesto com braço, que se movimenta em várias direções), de 18 metros. A escada tem 20 anos e quando precisa de manutenção, a plataforma pode substituí-la. A unidade conta com seis caminhões de combate ao fogo, com diferentes possibilidades de utilização, e, segundo Alonso, todos em boas condições de uso. Devido às características da cidade, que é cercada por águas, o efetivo conta com dois mergulhadores e duas lanchas.

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