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Raios e falta de isolamento apagam sinaleiras, diz laudo

EPTC afirmou que contrato com fornecedora pode ser rescindido se reparos não resolverem o problema

Apagão de sinaleiras decorre de carga e falta de isolamento, revela laudo
Apagão de sinaleiras decorre de carga e falta de isolamento, revela laudo Foto : Vinícius Roratto
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou, nesta segunda-feira, os motivos dos problemas encontrados nas mais de 300 sinaleiras que entraram em pane em dias de chuva desde a metade do mês de setembro. A queda ou excesso de carga nos equipamentos, decorrentes da incidência de raios, e a falta de isolamento dos materiais responderam por mais de 90% dos problemas diagnosticados, segundo laudo técnico emitido por uma das empresas responsáveis pelo fornecimento de semáforos.

Conforme o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, todos os 304 semáforos danificados estão passando por reparos e ainda serão testados em dias de chuva. Se os problemas não forem resolvidos e justificados, o contrato com o fornecedor, cujo nome não foi divulgado, deve ser rescindido. “Se a resposta dos técnicos e da empresa não for considerada satisfatória, há risco de a gente começar um processo de substituição dos equipamentos dessa empresa pelos de outra fornecedora”, ressaltou.

O laudo final deve ser revelado até o fim do mês. De acordo com o levantamento da EPTC, em 1° de outubro, houve pane na rede de semáforos em 81 cruzamentos da Capital. Devido à chuva, as sinaleiras desligaram ou entraram em modo de segurança, período em que o equipamento opera em amarelo piscante. Já no dia 17 de setembro, o problema atingiu 140 cruzamentos da cidade contra 84 no dia 18. Os problemas recorrentes também levaram a EPTC a abrir um processo administrativo para apurar as panes ocorridas.

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