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Reajuste contempla só um em cada oito servidores da Capital

Segundo Sindicato dos Municipários, reposição de 9,95% apenas repõe abono

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) avalia que a proposta de reajuste divulgada pela prefeitura, de 9,95%, contempla apenas um em cada oito servidores ativos e inativos ligados ao município, uma vez que, na prática, a reposição apenas substitui um abono que a prefeitura paga aos servidores que ganham menos que o salário mínimo nacional. Segundo a diretora geral da representação, Carmem Padilha, o índice, publicado no site do poder público municipal, não foi apresentado aos municipários e por isso ainda está pendente de avaliação.

Porto Alegre tem seis mil servidores aposentados e outros 17 mil na ativa. A proposta de reajuste beneficia cerca de três mil, conforme o Simpa. Carmem reconhece que o anúncio é importante porque significa um avanço, já que a oferta anterior previa 6,5% (inflação medida pelo índice IPCA/IBGE) para todos. Ela garante ainda que o sindicato está disposto a negociar, mas sem baixar o índice pedido, de 18%. “Há três anos estamos recebendo apenas a inflação”, argumentou Carmem.

Ela disse ainda esperar que o governo municipal mude a postura de não negociar durante a greve, conforme informou ontem o secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto. “O nosso prefeito foi sindicalista. Será que o que valia para ele não vale para nó?s”, questionou Carmem, dizendo acreditar em uma revisão na postura da administração sobre o tratamento aos grevistas. “Não aceitamos punição”, concluiu.

Na segunda-feira, data marcada para o início da greve, servidores municipais passarão o dia concentrados em frente à sede da administração municipal. Na terça-feira, às 14h, haverá uma assembleia para avaliar a paralisação.

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